terça-feira, 6 de novembro de 2012

Resenha - Harry Potter e a Pedra Filosofal

Autora: J.K Rowling
Editora: Rocco
Número de páginas: 264
Assunto: Literatura Juvenil
 
Harry Potter é um garoto cujos pais, um casal de bruxos, foram assassinados por um poderoso bruxo das Trevas que tocava o terror no bundo bruxo naquela época,  quando ele ainda era um bebê de apenas um ano. Então, sem ter qualquer outro familiar vivo, Harry foi levado para a casa dos tios que nada tem a ver com o mundo bruxo. Muito pelo contrário.

Até os 10 anos, Harry foi uma espécie de gata borralheira: maltratado pelos tios, herdou roupas velhas do primo gorducho, teve óculos remendados e foi tratado como um estorvo. Sempre ajudando nas tarefas de casa, ou melhor, fazendo a maior parte delas e aguentando as brincadeiras de mau gosto de seu primo e os amigos dele.

No dia de seu aniversário de 11 anos, ele parece deslizar por um buraco sem fundo, como o de Alice no País das Maravilhas, que o conduz a um mundo mágico, totalmente diferente do que ele estava acostumado. A diferença entre Alice no País das Maravilhas e Harry Potter é que o que aconteceu com ele é real e levado para a vida inteira, enquanto ela é um sonho. Enfim, Harry descobre sua verdadeira história e seu destino: ser um aprendiz de feiticeiro/bruxo até o dia em que terá que enfrentar a pior força do mal, o homem que assassinou seus pais, Lord Voldemort, ou melhor, Você-Sabe-Quem.

O menino de olhos verdes, magricela e desengonçado, tão habituado à rejeição, descobre, também, que é um herói no universo dos bruxos. Potter fica sabendo que é a única pessoa a ter sobrevivido a um ataque do tal bruxo do mal que usara uma maldição imperdoável e essa é a causa da marca em forma de raio que ele carrega na testa.
Ele não é um garoto qualquer, ele sequer é um bruxo qualquer; ele é Harry Potter, símbolo de poder, resistência e um líder natural entre os bruxos. O castelo, recheado de fantasmas, paredes que falam, caldeirões, sapos, unicórnios, dragões e gigantes, não é, entretanto, apenas um passatempo. Passa muito além disso. 

Harry Potter aborda o eterno confronto entre o bem e o mal, evidencia alguns males presentes na sociedade atual, como o preconceito, a divisão de classes através do dinheiro e do berço, a inveja, o egoísmo, a competitividade exacerbada, a busca pelo ideal - a necessidade de aprender, nem que seja à força, que a vida é feita de derrotas e vitórias e que isso é importante para a formação básica de um adulto. Mas também trás ás crianças, adultos e jovens que lerem esse incrível livro, várias lições de vida, mostrando as amizades verdadeiras que o tempo pode construir, bem como as lições de confiança, valores sociais e morais, humildade e incentivo.

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Conclusão final:

Sabe aqueles livros que quanto mais você lê, mais surge aquele gostinho de quero mais? Então, Harry Potter é um desses. 
 Eu sou um pouco suspeita para falar sobre o livro de Harry Potter, uma vez que tal saga marcou a minha infância. Entretanto, analisando do meu ponto de vista imparcial, Harry Potter é um ótimo livro com um fundamento muito bem construído. Não há quem negue que o livro de fama mundial tem trama e narrativa muito surpreendentes e por isso, um desfecho perfeito.
 O livro é escrito em literatura imperativa, mas nem por isso deixa de ser muito bem narrado; não deixa passar nem um detalhe ao  mesmo tempo tempo que não fica muito detalhado a ponto de ficar cansativo, é incrível como está na medida certa. O modo como Jo Rowling prende o leitor por conta dos mistérios que rondam a história, alimentando aos poucos a curiosidade e fazendo surgir cada vez mais aquele gostinho de "quero mais" é algo nunca antes vistos em livros desse gênero.

 A capa é feita de uma forma perfeita, marcando todos os pontos principais da história mas sem entregar nada de bandeja, um ótimo trabalho na tradução, edição e formatação do livro. 

Assim, concluo que Harry Potter e a Pedra Filosofal é um ótimo livro, bem como todos os outros da saga, que pessoalmente marcou muito a minha vida, e que pode marcar muitas vidas futuras. Os livros também estão disponíveis como filmes, adaptados pela Warner Bros e vale muito a pena assistir.
 E pra você que ainda não leu (o que eu duvido muito) deixo o recado: "Toda cicatriz tem a sua história. E essa saga faz jus a isso."

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Aprendendo com palavras? - Como? Porque? O que isso tem a ver com a paixão pela escrita?

 Aprender com palavras é o que todos nós fazemos no decorrer da vida. Aprendemos a escrever e a ler, e conforme vamos lendo, vamos adquirindo conhecimentos que podem nos enriquecer tanto física quanto mentalmente.
 Livros, seja qual for o tipo de literatura, pode sim ser uma forma de aprender com palavras, pois cada livro de histórias - seja ela infantil, infanto-juvenil ou adulta - trás uma história na maioria das vezes bem elaborada, que mostra ao leitor algo novo e interessante, seja algo em que acreditar, uma nova emoção ou apenas uma lição de vida ou de moral.

-> Como aprender com palavras.
 Eu falo tanto de aprender com palavras, mas como isso é possível?
É lógico que você não vai pegar e ler um dicionário (que não deixa de ser um bom livro), decorar todas as palavras e significados. Não. Aprender com palavras vai muito além disso. Aprender com palavras é você escolher um bom livro e se deixar levar pela história, aprendendo cada lição que aquela história tem o sentido de ensinar. Afinal, nenhuma história é contada sem propósito algum.
 No caso dos escritores, aprender com palavras vai além disso. É desafiar-se a não só usar o vocabulário que já tem, mas procurar enriquecê-lo cada vez mais, não só com a literatura, mas com a pesquisa. Pesquisa em sites, filmes e até mesmo músicas, uma vez que essas trazem diversas culturas.

 -> Porque aprender com palavras.
 O porque é bem simples e direto. Conforme vamos crescendo, conhecemos novas pessoas, novos sotaques, novas palavras e novas culturas. O interessante de se aprender com palavras é o quanto seu crescimento se estende, e, no caso dos escritores, o quanto seu vocabulário se estende não só em palavras, mas em sotaques. (critério que é bem importante na descrição de um personagem).

-> O que aprender com palavras tem a ver com a paixão pela escrita?
 Tudo. Conforme seu conhecimento cresce, novas ideias surgem e novos ideais aparecem, dando-lhe assim a oportunidade de criar uma história. Você pode amar escrever, mas não ter tamanha desenvoltura pela falta de literatura e pesquisa. Uma boa história não é uma história completamente detalhada, mas sim uma história na medida, que tenha um começo curioso, um meio intrigante e um fim espetacular. Quanto mais você aprende, mais evolui e consequentemente, mais desenvolve a sua escrita.

Então, por fim, eu concluo assim que aqui não só terá dicas de como escrever da forma certa, mas também resenhas de livros para incentivar-lhes a leitura e algumas sínteses de filmes, uma vez que esses também podem enriquecer-lhe a mente.